quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

COMEÇO DIFÍCIL!

No princípio havia o outro, através deste espelho começamos a perceber a existência de um EU. Identificação, comparação e projetação das situações vivenciadas pelo outro e por nós em nossas vidas nos fizeram perceber que um dia nascemos de seres iguais a nós, e como o outro, o EU um dia irá perecer. Crescemos captando do outro e transmitindo-lhe nosso bem mais precioso, a cultura, que nos seguirá até a morte, fluindo e se enriquecendo por nossas ações e agindo sobre nós o tempo todo. Sobre esta base contemplativa, edificamos tudo o que somos.
Se não vejamos:

1º cenário: pré-história

Um grupo de homo sapiens espreita um enorme mamute, eles só dispõem de lanças e flechas. E nessa época o
Eu maior a que se referia Nietzsche fosse a voz mais ouvida naquele grupo. Havia semanas que não conseguiam caça nova, as frutas e raízes (cuja cultura os guiava a comer), estavam escassas. O frio que sentiam só não lhes causava mais dor do que a fome. Por fim tomam a decisão e arremetem contra a fera!!!


2º cenário: tempos atuais

Um grupo de homo sapiens vive um dia tenso na bovespa, eles estão atônitos com a reação dos investidores internacionais que graças 02 grandes trambiques praticados em países ditos desenvolvidos (ou primeiro mundo como antigamente), estão retirando seus investimentos de países ditos emergentes (terceiro mundo, algo pra ficar no inconsciente como carne de terceira), que lhes renderam lucros fabulosos nos anos anteriores, para aplicá-los em países mais dignos de confiança, isto é, os países onde praticaram os 02 grandes trambiques mencionados acima! Complexo, não?!!!

3º cenário: futuro

Um cientista (provavelmente homo sapiens) faz experiências com as grandezas físicas tempo e espaço. Acidentalmente, talvez, não tenho certeza, o experimento causa uma súbita troca de papéis - como assim? - Vc me pergunta. Os homo sapiens pré-históricos percebem num piscar de olhos que não estão mais frente ao mamute. Nesse exato momento eles se encontram numa caverna mágica diversa de tudo o que eles viram antes. Lá havia outros homo sapiens, eles trajavam peles estranhas, que por sinal, misteriosamente, nossos heróis do passado estavam usando agora. Em suas mãos, bastões pequenos, bem polidos e coloridos que aqueles “magos estranhos”, colocam nas orelhas enquanto berram, todos berram, há um barulho enorme. Berram enquanto agitam os braços e fazem sinais com os dedos... a maior farra!!!

Até o fim do pregão aqueles corretores novatos ber
raram e agitaram os braços... aquilo foi mágico! Hehehe




Ah, seria óbvio na minha narrativa dizer o que aconteceu com os corretores transportados ao passado.
Os mamutes, apesar de não terem aplicações na bolsa em nossos dias, não tinham muitos motivos para ser criaturas amistosas!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Saudações

Quem já subiu ao palco ou a uma tribuna deve compreender bem a sensação de se abrir um blog.
O bloger é o sujeito que cansou de ser espectador. Resolveu ser escritor e ator quando escolhe um tema, desenvolve sua pesquisa e nesse processo tenta passar para o(s) outro(s) algo a mais, algo de si. Não sei, não estou certo se irei conseguir...
Mas, acho que o espírito deste blog acabou de se manifestar. Nosso mote: a incerteza.
O antídoto para todas vezes que nos sentimos tentados a pensar que somos “os donos da verdade”. Ou pior, achar que a verdade tenha dono(s).
Talvez valha a pena postar aqui uma lista de certezas (minhas), coisas que considero irrefutáveis, só pra provocar... e “com toda a certeza” tentarei fazê-los crer que são mesmo irrefutáveis.