quinta-feira, 8 de março de 2012

Um fato bastante relevante


Quão inquietante é o sentimento de que há um cosmo ou um princípio ordenador em meio ao caos!
Se o acaso é a base de tudo, a intencionalidade foi a primeira coisa a surgir do nada.
Se o acaso foi o responsável por tantos acertos na geração de sistemas e seres tão complexos, então seria por puro acaso que meus dedos colidiram contra o teclado encadeando um conjunto de símbolos, que acidentalmente ganham algum sentido.




Novamente nos deparamos com a nossa estranheza de nós mesmos, pois se um punhado de partículas (nós) contempla o universo, por que não poderia o universo contemplar a si como um todo e em parte?
Se este assunto não fosse relevante não motivaria tantos comentários. A negação de uma fé de cunho religioso não equaciona os questionamentos básicos que envolvem a existência, a vida orgânica e intelectual. E é isso o que traz inquietação à consciência.
Em tudo o que vejo me vem o sentimento de que Deus é o todo e de que estamos todos contidos nele.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Não me considero ateu, Deus me livre! rsrsrs


Parto do pressuposto de que somos menos criativos que intuitivos.

Nosso grande defeito é nos acharmos muito diversos do meio, o que em essência não é verdade.

Até o presente momento, segundo os estudos da física, e talvez alguns ateus me aplaudam, não passamos de um punhado de partículas subatômicas: por vezes felizes, infelizes ou entediadas.


Tais partículas são produto da compactação de grandes quantidades de energia, e o processo inverso é explosivo.

O mais curioso é que provavelmente tenhamos mais inteligência acumulada que uma maçã, ou um chimpanzé. Embora o mesmo punhado de partículas que nos compõe (água, carbono, ferro, O2, etc) seja rigorosamente igual aos que os compõe.
Maçãs e chimpanzés, também apresentem algo desconcertante, que identifamos com facilidade, mas que estamos longe de compreendermos, a VIDA.

Uma vida humana dura, se muito, pouco mais de 100 anos.

Os átomos que trafegam pelo corpo humano existem a mais de 6 bilhões de anos, e por todo este tempo serviram pra compor rochas, lagos, oceanos, animais diversos, microorganismos, em fim fluiram através do espaço.

O que produz toda a nossa estranheza de nós mesmos?

A forma como essas partículas se agrupam no espaço que chamamos de corpo humano, possibilita que dois fenômenos se processem: a acumulação de informações e a consciência. Tais fenômenos ocorrem de modo mais ou menos intenso nos seres humanos.

O acumulo de informação gera como subproduto a cultura, que pode ser acrescida ou suprimida em sua forma e conteúdo pela produção de novas informações.

E o que tem Deus com isso? Creio que Tudo.

A Bíblia, subproduto da cultura judaico-cristã, bem como tantas outras culturas, expressa a intuição de centenas de consciências em sua redação, e até hoje é fonte de acúmulo e supressão de informações, mediante a interpretação que se queira dar por padres, pastores, crentes e descrentes.

Constantemente ateus e crentes de alguma religião fazem engenharia reversa, no esforço de entender os fenômenos que a vida lhes apresenta. Nosso acervo de criações é ridiculamente menos expressivo do que os resultados obtidos pela observação, sistematização das informações, repetições e domínio de processos.

Somos um punhado de partículas que carrega a bagagem cultural produzida ao longo de milênios, e que desempenha grande esforço para em um curto espaço de tempo expandir ao máximo a própria consciência, às vezes influindo em consciências externas.

O que me intriga é: será que somos tão solitários e especiais, a ponto de sermos as únicas centelhas de consciência do Universo?!


Não acredito no arquétipo pintado por Michelangelo Buonarroti, não acredito num Deus colérico e vingativo, e muito menos na negligente Babá Cósmica que deveria poupar cada ser do universo de toda e qualquer experiência de dor ou sofrimento.

Não Creio numa força mística transcendental que move o universo, pois este conceito delimita Deus fora do universo.

Creio que somos expressão de Deus. Uma em inúmeras expressões.


Quanto ao Cristianismo, que também foi citado, penso ter havido uma falha grave na abordagem. Jesus Cristo pode salvar qualquer um de uma vida vazia e fútil. Basta ler no Novo Testamento, o que considero o cerne da ética pregada por Cristo, a partir do capítulo 5 até o final do capítulo 7 do Evangelho de Mateus.

Não será problema pra um Ateu despojar de qualquer conteúdo místico os preceitos filosóficos contidos naquele pequeno trecho, que em essência busca transmitir que quem conseguir cultivar o amor a si e aos outros, não focando como objetivos a aquisição de bens materiais e poder, na busca do bem e da verdade, terá vida em abundância.

Creio que a mensagem de Cristo pode salvar a ateus e crentes, se tomada como filosofia de vida.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

COMEÇO DIFÍCIL!

No princípio havia o outro, através deste espelho começamos a perceber a existência de um EU. Identificação, comparação e projetação das situações vivenciadas pelo outro e por nós em nossas vidas nos fizeram perceber que um dia nascemos de seres iguais a nós, e como o outro, o EU um dia irá perecer. Crescemos captando do outro e transmitindo-lhe nosso bem mais precioso, a cultura, que nos seguirá até a morte, fluindo e se enriquecendo por nossas ações e agindo sobre nós o tempo todo. Sobre esta base contemplativa, edificamos tudo o que somos.
Se não vejamos:

1º cenário: pré-história

Um grupo de homo sapiens espreita um enorme mamute, eles só dispõem de lanças e flechas. E nessa época o
Eu maior a que se referia Nietzsche fosse a voz mais ouvida naquele grupo. Havia semanas que não conseguiam caça nova, as frutas e raízes (cuja cultura os guiava a comer), estavam escassas. O frio que sentiam só não lhes causava mais dor do que a fome. Por fim tomam a decisão e arremetem contra a fera!!!


2º cenário: tempos atuais

Um grupo de homo sapiens vive um dia tenso na bovespa, eles estão atônitos com a reação dos investidores internacionais que graças 02 grandes trambiques praticados em países ditos desenvolvidos (ou primeiro mundo como antigamente), estão retirando seus investimentos de países ditos emergentes (terceiro mundo, algo pra ficar no inconsciente como carne de terceira), que lhes renderam lucros fabulosos nos anos anteriores, para aplicá-los em países mais dignos de confiança, isto é, os países onde praticaram os 02 grandes trambiques mencionados acima! Complexo, não?!!!

3º cenário: futuro

Um cientista (provavelmente homo sapiens) faz experiências com as grandezas físicas tempo e espaço. Acidentalmente, talvez, não tenho certeza, o experimento causa uma súbita troca de papéis - como assim? - Vc me pergunta. Os homo sapiens pré-históricos percebem num piscar de olhos que não estão mais frente ao mamute. Nesse exato momento eles se encontram numa caverna mágica diversa de tudo o que eles viram antes. Lá havia outros homo sapiens, eles trajavam peles estranhas, que por sinal, misteriosamente, nossos heróis do passado estavam usando agora. Em suas mãos, bastões pequenos, bem polidos e coloridos que aqueles “magos estranhos”, colocam nas orelhas enquanto berram, todos berram, há um barulho enorme. Berram enquanto agitam os braços e fazem sinais com os dedos... a maior farra!!!

Até o fim do pregão aqueles corretores novatos ber
raram e agitaram os braços... aquilo foi mágico! Hehehe




Ah, seria óbvio na minha narrativa dizer o que aconteceu com os corretores transportados ao passado.
Os mamutes, apesar de não terem aplicações na bolsa em nossos dias, não tinham muitos motivos para ser criaturas amistosas!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Saudações

Quem já subiu ao palco ou a uma tribuna deve compreender bem a sensação de se abrir um blog.
O bloger é o sujeito que cansou de ser espectador. Resolveu ser escritor e ator quando escolhe um tema, desenvolve sua pesquisa e nesse processo tenta passar para o(s) outro(s) algo a mais, algo de si. Não sei, não estou certo se irei conseguir...
Mas, acho que o espírito deste blog acabou de se manifestar. Nosso mote: a incerteza.
O antídoto para todas vezes que nos sentimos tentados a pensar que somos “os donos da verdade”. Ou pior, achar que a verdade tenha dono(s).
Talvez valha a pena postar aqui uma lista de certezas (minhas), coisas que considero irrefutáveis, só pra provocar... e “com toda a certeza” tentarei fazê-los crer que são mesmo irrefutáveis.