
Parto do pressuposto de que somos menos criativos que intuitivos.
Nosso grande defeito é nos acharmos muito diversos do meio, o que em essência não é verdade.
Até o presente momento, segundo os estudos da física, e talvez alguns ateus me aplaudam, não passamos de um punhado de partículas subatômicas: por vezes felizes, infelizes ou entediadas.

Tais partículas são produto da compactação de grandes quantidades de energia, e o processo inverso é explosivo.
O mais curioso é que provavelmente tenhamos mais inteligência acumulada que uma maçã, ou um chimpanzé. Embora o mesmo punhado de partículas que nos compõe (água, carbono, ferro, O2, etc) seja rigorosamente igual aos que os compõe.
Maçãs e chimpanzés, também apresentem algo desconcertante, que identifamos com facilidade, mas que estamos longe de compreendermos, a VIDA.
Nosso grande defeito é nos acharmos muito diversos do meio, o que em essência não é verdade.
Até o presente momento, segundo os estudos da física, e talvez alguns ateus me aplaudam, não passamos de um punhado de partículas subatômicas: por vezes felizes, infelizes ou entediadas.

Tais partículas são produto da compactação de grandes quantidades de energia, e o processo inverso é explosivo.
O mais curioso é que provavelmente tenhamos mais inteligência acumulada que uma maçã, ou um chimpanzé. Embora o mesmo punhado de partículas que nos compõe (água, carbono, ferro, O2, etc) seja rigorosamente igual aos que os compõe.
Maçãs e chimpanzés, também apresentem algo desconcertante, que identifamos com facilidade, mas que estamos longe de compreendermos, a VIDA.
Uma vida humana dura, se muito, pouco mais de 100 anos.
Os átomos que trafegam pelo corpo humano existem a mais de 6 bilhões de anos, e por todo este tempo serviram pra compor rochas, lagos, oceanos, animais diversos, microorganismos, em fim fluiram através do espaço.

O que produz toda a nossa estranheza de nós mesmos?
A forma como essas partículas se agrupam no espaço que chamamos de corpo humano, possibilita que dois fenômenos se processem: a acumulação de informações e a consciência. Tais fenômenos ocorrem de modo mais ou menos intenso nos seres humanos.
O acumulo de informação gera como subproduto a cultura, que pode ser acrescida ou suprimida em sua forma e conteúdo pela produção de novas informações.
E o que tem Deus com isso? Creio que Tudo.
A Bíblia, subproduto da cultura judaico-cristã, bem como tantas outras culturas, expressa a intuição de centenas de consciências em sua redação, e até hoje é fonte de acúmulo e supressão de informações, mediante a interpretação que se queira dar por padres, pastores, crentes e descrentes.
Constantemente ateus e crentes de alguma religião fazem engenharia reversa, no esforço de entender os fenômenos que a vida lhes apresenta. Nosso acervo de criações é ridiculamente menos expressivo do que os resultados obtidos pela observação, sistematização das informações, repetições e domínio de processos.
Somos um punhado de partículas que carrega a bagagem cultural produzida ao longo de milênios, e que desempenha grande esforço para em um curto espaço de tempo expandir ao máximo a própria consciência, às vezes influindo em consciências externas.
O que me intriga é: será que somos tão solitários e especiais, a ponto de sermos as únicas centelhas de consciência do Universo?!

Não acredito no arquétipo pintado por Michelangelo Buonarroti, não acredito num Deus colérico e vingativo, e muito menos na negligente Babá Cósmica que deveria poupar cada ser do universo de toda e qualquer experiência de dor ou sofrimento.
Não Creio numa força mística transcendental que move o universo, pois este conceito delimita Deus fora do universo.
Creio que somos expressão de Deus. Uma em inúmeras expressões.

Quanto ao Cristianismo, que também foi citado, penso ter havido uma falha grave na abordagem. Jesus Cristo pode salvar qualquer um de uma vida vazia e fútil. Basta ler no Novo Testamento, o que considero o cerne da ética pregada por Cristo, a partir do capítulo 5 até o final do capítulo 7 do Evangelho de Mateus.
Não será problema pra um Ateu despojar de qualquer conteúdo místico os preceitos filosóficos contidos naquele pequeno trecho, que em essência busca transmitir que quem conseguir cultivar o amor a si e aos outros, não focando como objetivos a aquisição de bens materiais e poder, na busca do bem e da verdade, terá vida em abundância.
Creio que a mensagem de Cristo pode salvar a ateus e crentes, se tomada como filosofia de vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário